O Acordes do Amanhã já inseriu a música no cotidiano de milhares de pessoas do Ceará e do Rio de Janeiro, desde seu surgimento, em 2017. Praças, escolas, hospitais, feiras livres, terminais de ônibus e linhas de metrô já serviram de palco para os diversos artistas que participaram do Festival Acordes do Amanhã. Ao longo de cinco edições, 2.372 artistas participaram de 664 apresentações musicais. O Acordes do Amanhã já atingiu um público estimado de 644 mil pessoas, passando por mais de 40 cidades de 4 estados, mostrando seu caráter itinerante.

Na primeira edição, em 2017, o Festival teve como tema “Sons que transformam”. Durante os dias 27 e 30 de abril, o evento itinerante abraçou as cidades de Fortaleza, Orós, Itapajé, São Gonçalo do Amarante, Sobral, Aquiraz e Guaramiranga, acolhendo 25.860 pessoas e cerca de 120 apresentações em espaços públicos.

No ano seguinte, em sua segunda edição, a temática foi “Somos música”, que levou todos a pensarem como a música se integra à cidade. Como forma de simbolizar a importância do impacto da arte no cotidiano de quem vive o espaço público, o Acordes do Amanhã promoveu 307 apresentações. Delas, 167 apresentações ocorreram no Rio de Janeiro, no mês de dezembro, e 140 ocorreram no Ceará afora durante o mês de novembro.

A edição de 2019, apostando na diversidade que a arte proporciona, veio com o tema “Música para Todxs”. As cidades como Croatá, São Gonçalo do Amarante, Sobral, Guaraciaba do Norte, Paracuru, Guaramiranga, Itapajé, Pindoretama, Aquiraz e Fortaleza receberam apresentações durante os dias 8 e 29 de novembro.

Em 2020, em meio ao isolamento social, o Acordes se negou a abrir mão dos encontros e se reinventou ao propor uma versão online do projeto. A edição “#FicaEmCasa” levou 40 artistas cearenses e mais 9 atrações nacionais aos lares das pessoas e mobilizou um público equivalente a 547 mil pessoas. Nesta edição, em meio ao isolamento social proposto para o controle do coronavírus, a cena musical usou a tecnologia para mostrar de dentro de suas casas o poder da música de romper barreiras. O virtual permitiu ao festival alcançar até outros países, como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Portugal, Reino Unido e Argentina.

Em 2021, ainda em um contexto de pandemia, o Acordes do Amanhã no Ceará aconteceu de forma online. Agora, com o retorno das atividades culturais, o Festival Itinerante pega a estrada e segue para o Rio de Janeiro, que realiza um festival híbrido, com atividades presenciais, de 14 a 21 de janeiro, em Petrópolis, Rio de Janeiro e São Gonçalo e com apresentações online de 05 a 12 de fevereiro com artistas de Paraíba do Sul e Areal.

Músicas que Abraçam

Quanto de afeto cabe num abraço? Como esse gesto de carinho pode silenciar dores e renovar esperanças? Que revolução o abraçar pode revelar? Na obra “O Livro dos Abraços”, Eduardo Galeano (1940 – 2015) foca na emoção e na beleza dos pequenos momentos para avançar e, a partir da memória pessoal, falar também da memória coletiva e da história do povo latino-americano. Do microcosmo de um encontro, o autor amplia o olhar para falar das teias que compõem a tessitura de uma sociedade que pode, sim, se entender coesa.

Em 2021, o Festival Acordes do Amanhã celebra o abraço. Esta edição quer que esse gesto tão bonito, que por muito tempo nos foi privado, retorne à rotina. O abraço sonoro proposto pela edição #MúsicasQueAbraçam tem o intuito de fazer da música uma forma de aconchego. É tempo de acolher nossos amores para curar as dores de um tempo que foi tão difícil. Queremos amparar todos que sofreram os abalos e perdas na pandemia. Para isso usaremos a música para a cura e o autocuidado.

Conceitualmente, a 2º edição do Festival Acordes do Amanhã no Rio de Janeiro se ancora nas seguintes palavras-chave: Afeto, família, segurança emocional, vínculo, memória, cura, troca, cuidado, esperança. Cada uma dessas palavras se convertem em imperativos para a articulação de ações que são pensadas para a edição #MúsicasQueAbraçam.

A música tem o poder de atravessar as fronteiras da materialidade. Por meio dela evocamos sensações únicas, memórias que nos tocam e revelam múltiplos modos de abraçar. Músicas que abraçam é cura e acalanto em meio a um período tão desafiador e cheio de descaminhos que impulsionam recomeços para muitos de nós. O Festival Acordes do Amanhã acredita que num gesto de carinho pode caber a transformação para um novo tempo.