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Logo no início da manhã do dia 27, a música invadiu terminais, praças e mercados de Fortaleza. Acompanhado de sol e chuva, o festival Acordes do Amanhã tomava a cidade, desde o Vila do Mar ao Conjunto Palmeiras. Foram mais de mil artistas em mais 60 apresentações, ocupando cenários onde normalmente multidões de pessoas transitam e constroem o cotidiano urbano da capital. Grupos locais e de outras cidades do estado, como Sobral, Guaramiranga e São Gonçalo, interviram nesses espaços e conquistaram a atenção de milhares de espectadores.


“Eu toco desde bem novinho, estou achando o festival lindo”, foi o depoimento de Seu José Alexandre, de 76 anos, que passava pelo Terminal do Siqueira e parou para ver a apresentação do Sexteto Irmãos Cruz. Ele é luthier e considera o instrumento de corda um dos mais bonitos; pediu para que tocassem para ele a música Odeon, de Ernesto Nazareth, e se emocionou com as apresentações. Ele aposta que muito daqueles jovens, que agora se apresentavam como aprendizes, poderiam ser grandes artistas no futuro.

“Onde tem vida tem som”, lembra Jonab Fernandes, coordenador geral da Casa de Vovó Dedé – entidade sem fins lucrativos, apoiada pela Plataforma Sinfonias do Amanhã. Logo cedo, às sete da manhã, eles se apresentaram no Terminal do Antônio Bezerra, ao mesmo tempo que o saxofonista Thyago Lima se preparava para embarcar na linha 97, rumo ao mesmo terminal onde estava Seu Alexandre. A música aconteceu ali mesmo, nas rotas de ônibus em movimento, no Foyer do Cine São Luiz, na entrada do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e até o dia 30 de abril em outras 6 cidades do Ceará, além de municípios de outros estados do país. “Lá em Orós da tendo música, na fronteira da Argentina também”, diz a fala emocionada do diretor executivo do festival, Mardônio Barros.

Além da música popular brasileira, trazida por Lídia Maria, Camila Marieta, Tarcísio Sardinha e Carlinhos Patriolino, uma das grandes apostas do festival é levar a música erudita ao grande público. Gerciane Barbosa trabalha no Terminal da Parangaba e confessa ser grande apreciadora de música instrumental. Para ela, as apresentações deveriam ocorrer mais vezes, já que ela passa o dia todo apenas ouvindo o barulho dos ônibus. Silvania, que estava no centro da cidade à procura de emprego, também gostaria de ver mais a música tomando conta das ruas. “Eu tenho dois filhos, um de 13 anos e outros de 17, e teria maior orgulho se um deles estivesse envolvido num projeto desses”. Para ela, música é alegria, e é disso que estamos precisando nesse momento no país.

Esteve também prestigiando o Festival Acordes do Amanhã o governador Camilo Santana. Ele recebeu pessoalmente, na Praça do Ferreira, o áudio do convite gravado por Axel, um dos idealizadores e professor do Projeto Acordes Mágicos. Em Fortaleza, o festival se encerrou no Anfiteatro da Beira-mar, às 20 horas, com o Quinteto de Metais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a presença dos alunos que se apresentaram no festival. Estava na plateia o acordeonista Waldonys, além do Secretário de Cultura do Estado Fabiano Piuba.

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